segunda-feira, 29 de julho de 2013

Na Síria

Na Síria é um livro da famosa e fabulosa escrita Agatha Christie.
A literatura de viagens é uma das nossas grandes paixões. Ao longo dos últimos anos temos vindo a explorar este segmento com alegria e, em muitos casos, até alguma sofreguidão. Felizmente, cada vez mais existem publicações dentro deste estilo e não apenas através da tradução dos clássicos Bruce Chatwin ou Paul Theroux mas também de inúmeros escritores portugueses. A editora Tinta da China (uma das melhores editoras portuguesas) tem dado estampa a uma fascinante colecção dentro deste género coordenada por Carlos Vaz Marques.
Agatha Christie, uma das escritoras mais lidas da história, conhecida pelos seus incríveis romances policiais narra-nos, num livro de 1944, as suas aventuras no próximo-oriente e em especial na Síria, país historicamente muito rico e fértil em achados arqueológicos.
São precisamente as escavações arqueológicas a que Agatha Christie nos transporta nos anos imediatamente anteriores ao início da Segunda Guerra Mundial. Ao longo de várias temporadas são-nos relatados episódios das viagens, escavações e fantásticas personagens, bem como a multiculturalidade de um território povoados por tribos e povos muito heterogéneos e, em muitas circunstâncias, conflituosos. A pluralidade cultural que se encontrava naquele território, as idiossincrasias que lhes permitiam ser diferentes e únicos, as especificidades no trato, no modo de agir entre si e perante terceiros ou perante a vida e as adversidades fariam da Síria dos anos 30 um espaço incrivelmente fabuloso e apaixonante.
Este é um livro particularmente bem escrito e compreende-se bem o motivo porque Agatha Christie é uma das escritoras mais lidas em todo o mundo. O seu estilo, cristalino, loquaz faz- nos percorrer com alegria as quase 300 páginas desta obra. O seu sentido de humor – existem fragmentos verdadeiramente hilariantes – o joie de vivre presente em cada momento são um bálsamo para os leitores.
Na Síria é um excelente livro. Por vezes temo-nos referido a este género de obras como literatura de viagens. Será, sem dúvida! Mas é, acima de tudo o resto, literatura. E da melhor que existe por aí. Na Síria é indiscutivelmente um livro a ler!

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